Sabe o que eu mais gosto neste final de ano? A ideia de um novo ano. Página em branco, prontinha para ser escrita, cheirando a coisas boas. As palavras não são novas, eu sei. Esperança de recomeçar de um jeito diferente. Alegria de desfrutar cada momento. Paz pra amaciar ainda mais o travesseiro. Saúde pra dar e vender. Amor, amor, amor, conjunto de todas as virtudes, pequena palavra de um enorme sentido na vida da gente.
Pode ser que você pule 12 ondas. Saboreie 12 uvas. Vista branco, azul ou prata. Passe pulando. Passe beijando. Passe dormindo ou acordado. Pode ser que faça 3 pedidos. Ou 5, 7, mil. Pode ser que apenas agradeça pelo ano que passou. Pode ser que peça um namorado. Quem sabe uma viagem ao redor do mundo. Seu nome na lista de aprovados da Federal. Um trabalho que te realize. Amigos de verdade. "Um marido pra chamar de seu". Um tanto de sonhos pra sonhar.
Pois do jeito que for, onde você estiver, viva um Feliz Ano Novo. Escrito com a letra mais bonita, inspirado em tudo o que é importante para a sua vida.
Acreditar, sonhar, merecer, estes são os verbos-chave.
Eu fico daqui, fazendo figa e contando as horas, torcendo por você.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Feliz Natal
Paz, amor, alegria, esperança.
Se você quiser, estas podem ser apenas palavras gastas, batidas, levadas ao vento.Podem ser apenas potes cheios de bolas coloridas como os da minha estante do consultório.
Podem ser estampas de camiseta. Letras de música. Propaganda de Natal. Palavras faladas da boca pra fora. Pro forma.
Mas se você quiser, estas palavras podem ganhar vida dentro de você.
Podem ser ditas em alto e bom som, traduzindo tudo aquilo que você quer, busca, sonha e acredita.
Experimente desejar paz, amor, alegria e esperança acreditando de verdade no que você está dizendo.Vá além da fonética, do ritmo e da sonoridade de cada léxico. Vá fundo no significado.
Muito mais que dizer, você vai sentir. Muito mais que pedir, você vai receber.
Feliz Natal e um 2010 cheio de paz, amor, alegria e esperança para você.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Virei vó
Depois de uma semana com a avó na Patagônia, volta pra casa um Léo cheio de vida, alegria, pinguins e leões marinhos espreguiçando na memória.
Casa em festa. Motos e helicópteros de lego no meio do caminho outra vez. Sensação boa de completude, plenitude, tudo no seu lugar. A não ser por um pequeno detalhe: cada vez que ele ia me perguntar ou contar alguma coisa, o que saía era "vovó", ao invés do bom e velho "manhê".
Casa em festa. Motos e helicópteros de lego no meio do caminho outra vez. Sensação boa de completude, plenitude, tudo no seu lugar. A não ser por um pequeno detalhe: cada vez que ele ia me perguntar ou contar alguma coisa, o que saía era "vovó", ao invés do bom e velho "manhê".
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
À mestra com carinho
Hoje fiquei com a alma cheia. Saí do consultório, passei na floricultura e fui torcer pela minha grande amiga e colega Maria Inês (a psicóloga que se mudou para Porto Velho, levando pedacinhos de mim com ela) na sua defesa de tese do mestrado da UFMG. Seu tema - luto - emocionou a banca e a platéia, tocada por constatar na morte fonte inexorável de vida.
Encantadora também a fala do Professor e Psicanalista Eduardo Gontijo (grato reencontro com este antigo amigo de minha mãe, que me conheceu quando eu tinha 5 anos e disse, pra minha alegria, se lembrar de mim): "o sofrimento de perder alguém é o sofrimento de perder a si mesmo".
Não foi uma banca de mestrado. Foi uma aula, um banho de cultura, uma ode de amor à profissão.
Parabéns, Maria Inês, mestra querida, professora desde sempre.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Álibi perfeito
Podem me chamar de manteiga derretida, mãe judia, o que for. Fato é que o Léo está curtindo as férias com a vovó Clara em plena Patagônia, alternando a farra entre baleias e pinguins, e quando tocou uma música bonita no carro me deu um ataque de saudade dele. No espelho retrovisor, vi uns olhos meio molhados, embargados de emoção.
Fato é também que ele é lembrado toda hora aqui em casa, especialmente pela irmã, que de quinze em quinze minutos pergunta:
- Cadê o Léo?
Mas hoje foi demais. A baixinha resolveu colorir a parede lá de casa, e quando eu perguntei:
- Quem foi que fez isso?
- Foi o Léo!...
Pode?!
Fato é também que ele é lembrado toda hora aqui em casa, especialmente pela irmã, que de quinze em quinze minutos pergunta:
- Cadê o Léo?
Mas hoje foi demais. A baixinha resolveu colorir a parede lá de casa, e quando eu perguntei:
- Quem foi que fez isso?
- Foi o Léo!...
Pode?!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Pequeno aprendiz
Quando passo pelo quarto, os dois estão lá brincando de lego num diálogo imperdível.
Pego já o meio da conversa, quando o colega fala alguma palavra que Léo não conhece e este logo pergunta:
- O que que é isso?
- Léo, seu vocabulário é muito ruim...
- O que que é vocabulário?
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Erosão
Você pode não acreditar,
mas da erosão pode nascer flor.
Da dor pode nascer amor.
Do questionamento, resposta.
Da prece, conforto.
Do desencontro, sentido.
Do medo, coragem.
Do ombro, generosidade.
Da escuta, palavra.
Do fim, recomeço.
Do abismo, ponte.
Do encontro, abraço.
Da pedra, poesia.
Você pode acreditar.
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